Adubação Nitrogenada de Cobertura

No Brasil, o milho ocupa posição de destaque na agricultura.

Entre janeiro, fevereiro e março, os produtores intensificam o plantio da safrinha, aproveitando uma janela favorável para o desenvolvimento da cultura. O crescimento da produção de milho resulta, em grande parte, da adoção de novas tecnologias, aliada ao manejo eficiente e à construção da fertilidade do solo.

Ao aplicar as práticas corretas, o produtor consegue aumentar a produtividade sem expandir a área cultivada. Para isso, é fundamental compreender as reais exigências nutricionais da cultura.

Nesse contexto, a adubação nitrogenada de cobertura desempenha papel decisivo. O milho demanda grandes quantidades de nitrogênio o que exerce forte influência sobre o potencial produtivo da lavoura.

Entre os fatores manejáveis, este nutriente figura como um dos mais importantes para a formação da produtividade, ficando atrás apenas das condições climáticas. Existe uma métrica que, do total da produção de uma lavoura de milho, 26% da produtividade está relacionada ao bom manejo do nitrogênio.

No Brasil existem algumas opções de fontes de nitrogênio que são comercializadas para a cobertura do milho, entre as mais utilizadas pelo produtor estão: A ureia, o sulfato de amônio e o nitrato de amônio.

A Ureia sempre foi a fonte mais utilizada, por ser mais concentrada e pelo custo do kg de nitrogênio, porém o sulfato de amônio vem ganhando mais espaço nos últimos anos pela relação de atratividade. Por isso deve-se levar em consideração a eficiência das fontes e as condições do solo no momento da aplicação.

O Nitrogênio é um elemento que passa por diversos processos de transformação no solo, e consequentemente está sujeito a diferentes formas de perda:

A volatilização é uma delas, ao utilizar ureia como fonte de N, ela passa por um processo de hidrólise enzimática, levando a formação de gás amônia (NH3) e podendo sofrer severas perdas por volatilização.

Pode acontecer também a Lixiviação que é a perda de nitrogênio para camadas mais profundas do solo e inexploradas pelas raízes, ocorrendo principalmente na forma de nitrato, formado após o processo de nitrificação no solo.

Além da desnitrificação, processo que transforma nitrato em gases (N2 e N2O), os quais se perdem para atmosfera.

Fique atento às dicas de manejo:
  • Milho plantado dentro da janela ideal e com alto potencial produtivo responde melhor à adubação nitrogenada de cobertura.
  • Monitore o estágio de desenvolvimento da cultura, pois a adubação de cobertura apresenta maior eficiência quando realizada entre os estádios V3 e V4.
  • Escolha a fonte nitrogenada com critério, avaliando o custo-benefício e a atratividade de cada opção.
  • Ao utilizar ureia branca, aplique-a sobre o solo seco antes da ocorrência de chuvas. Dessa forma, a própria chuva incorpora o nitrogênio ao solo. Além disso, em condições de solo seco, a enzima urease atua com menor intensidade, retardando a hidrólise da ureia e reduzindo as perdas de nitrogênio por volatilização.
  • Priorize fontes protegidas com nitrogênio estabilizado ou fontes prontamente disponíveis, como as amoniacais e nítrico-amoniacais.

Para maximizar a produtividade e aumentar a rentabilidade da lavoura, ajuste a adubação nitrogenada de cobertura às características do solo, às exigências da cultura e ao seu estádio fenológico. O sucesso desse manejo depende diretamente das decisões técnicas tomadas desde o início do cultivo.

A BRFértil conta com soluções específicas para cada tipo de fertilização. Conte com a nossa equipe comercial para ajudar com esta e outras soluções.

 

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