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Colheita de milho começa a ganhar ritmo em MT, mas atraso persiste

29 DE Junho de 2018

A melhora no ritmo dos trabalhos em Mato Grosso fez a colheita da safrinha de milho 2018 chegar na quinta-feira (28) a 9,5% da área do Centro-Sul do Brasil, com avanço de 4,4 pontos percentuais sobre os 5,1% de uma semana antes. Apesar do bom avanço, ainda há atraso em relação aos 16,2% do ano passado e aos 13,3% da média de cinco anos. Isso é resultado do atraso do plantio no início do ano e, agora, das temperaturas noturnas mais amenas, que têm dificultado a perda de umidade mesmo nas áreas onde não tem chovido. No Paraná, chuvas registradas nesta semana também dificultaram o avanço das máquinas.

Sem pressa em MT
Com 20,4% da área colhida em Mato Grosso (ante 31,7% há um ano e 22,4% na média de cinco anos), quem segue puxando o ritmo no estado são as regiões norte e oeste. Mas, sem pressa de colher devido à dificuldade em armazenar e negociar o milho novo, os produtores estão esperando o cereal perder umidade para entrar com as colheitadeiras.

GO e MS
Em Goiás, 2,8% da área foi colhida, contra 16% no ano passado. As temperaturas mais baixas durante a noite têm dificultado a perda de umidade em algumas lavouras. Em Mato Grosso do Sul, que colheu 0,5% (ante 2,5% há um ano), os trabalhos ainda ainda são pontuais e limitados às áreas ao norte de Campo Grande.

PR, MG e SP
No Paraná, a colheita segue em ritmo lento e apenas a região oeste já saiu do zero na tabela. Além do atraso no plantio, as chuvas frequentes nos últimos dias têm dificultado a perda de umidade e contribuído para tornar os trabalhos ainda mais lentos. Até quinta (28), 0,8% da área de milho do Paraná estava colhida. Há um ano, eram 3,8%.

Em Minas Gerais, 2% foi colhido – bem abaixo dos 12,7% de um ano atrás. Em São Paulo, a colheita começou apenas na região sul. Na média do estado, 0,9% da área está colhida, ante 0,4% há um ano.

Produção
No fim de maio, a AgRural cortou sua estimativa de produção de milho segunda safra do Brasil para 57 milhões de toneladas, ante 67,4 milhões de toneladas da safra 2017. A diferença deve-se a um recuo de 5,3% na área plantada e a perdas de produtividade causadas pela irregularidade das chuvas, especialmente no Paraná e em Mato Grosso do Sul. Uma nova estimativa será divulgada no próximo dia 9.

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